No primeiro semestre de 2016, em comemoração ao centenário do Samba, as escolas parceiras desenvolveram projetos em torno da temática, conforme registros a seguir:
Subprojeto Musicando a Escola
Centro Integrado de Educação Assis
Chateaubriand
Bolsistas: Eliabe, Julia, Gilmar, Thiago, Marcel, Nilson e
Haryany
Supervisão: Eliade Ramos
Coordenação de Área: Simone Braga
Projeto Conhecendo e Experimentando o Samba
através dos tempos
Introdução
Afinal, por que
trabalhar com a temática Samba na aula de música na escola? Quais as
contribuições para os estudantes envolvidos? É inegável a necessidade de apresentar
conteúdos no ensino de música na escola que valorizem devidamente a história e
a cultura dos povos africanos - que foram raptados de seu continente para
formar a base trabalhadora do nosso país - e dos povos autóctones - que aqui
foram dizimados pelos invasores europeus e suas tantas doenças (como a gripe e
a ganância).
Estes colonizadores investiram séculos
na dominação não somente física, dessa mão de obra e de seu espaço geográfico
(a África, assim como as Américas, também foi colonizada), mas também dominação
intelectual destes indivíduos passando pela educação formal e religiosa, que
forçam um apagamento das memórias, tradições e culturas destes povos.
Deste modo, se tornam imprescindíveis
ações para que se repare os tantos danos iniciados com o processo de
colonização e escravidão, no início do século XVI e que tem sido perpetuados
por cinco séculos, chegando a atingir a atualidade através da visível
desigualdade social. Este reparo há que passar pela educação formal, com o
ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.
Este ensino não é importante apenas
para a população que descende destes povos (45% dos brasileiros se declaram
afrodescendentes, segundo dados do IBGE), mas para toda a população, que
precisa ser educada enquanto cidadãos e cidadãs atuantes na sociedade
multicultural e pluriétnica brasileira, para que se construa de fato uma
sociedade democrática. Desta forma, por estas razões, no primeiro semestre de 2016, será trabalhada nas aulas de
Arte, no conteúdo música, o projeto intitulado “Conhecendo e Experimentando o Samba, através dos tempos” para que em um só momento possa contempladar a História e a Cultura
Afro-Brasileira e a comemoração dos 100 anos do samba.
Os objetivos do projeto são estudar o mundo musical
negro e sua cultura, a fim de suscitar nos alunos o entendimento do gênero
musical Samba, não apenas como entretenimento musical, mas também
como ferramenta de formação de identidade sócio-cultural.
Fundamentação Teórica
Estudar o mundo
musical negro e popular poderá ser um bom caminho para se estudar a política de
setores pouco visíveis no mundo da política formal. Segundo Paul Gilroy, citado
por Luciana Leonardo da Silva (2011), a trajetória do movimento negro perpassou
o campo musical. O compartilhamento de experiências desde o período escravista
fez com que a música se tornasse um elemento fundamental da cultura política
negra. Esta se tornou uma representação direta da vontade dos povos
historicamente oprimidos.
Parece então óbvio concluir que o
ensino de músicas de origem nacional negra nas escolas, como o gênero samba, é
um importante mecanismo para uma transformação social, que perpassa pela
transformação de indivíduos. O contato com essa cultura é capaz de levantar
questões e debates sobre a posição histórica do povo negro, trazendo
criticidade sobre a cultura imposta, padrões sociais comportamentais e
promovendo o emponderamento negro através desta consciência histórica, construída
através de uma educação ampla e debates.
Educação esta que deve estar pautada nas
leis educacionais 10.639/2003 e 11.645/2008. A primeira trata da obrigatoriedade da inclusão da História e Cultura
afro-brasileira e africana nos currículos da educação básica. Já a segunda, amplia
a Lei anterior, destacando a necessidade de apresentar também a História e a Cultura
indígena. Em 1997, além dessas leis, o lançamento dos Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCN) também reforça a necessidade pedagógica de dar ênfase a nossa
cultura e memória, ao apresentar às novas gerações de estudantes brasileiros a
diversidade cultural brasileira, propondo um ensino multicultural.
Sobre a História e a Cultura afro-brasileira
e africana, inserida nesta diversidade, em algumas situações, poderão tornar mais
fácil atrair uma turma de uma escola pública (com quarenta alunos) a estudar compositores
como Bezerra da Silva - que foi a voz do morro - do que compositores como
Beethoven - um gênio inglês. Desta forma, pelas razões já expostas, estudar o
samba poderá favorecer a contemplar questões de representatividade e identidade
cultural, ao fazer diferença na formação da personalidade, da visão de si mesmo
e do pensamento político dos estudantes enquanto cidadão brasileiro, conforme
destaca Espíndula (2000, p. 5):
Se uma das funções da escola é preparar as crianças
para conviver em sociedade, deveria ela conhecer e valorizar o cotidiano ao
qual as crianças pertencem, assim, tanto o
sistema educacional sairia ganhando, pois em riqueceria seu currículo e
tornaria mais interessante o processo de
ensino-aprendizagem, quanto o samba, pois teria garantido a sua sobrevivência e
resgataria seu valor como manifestação cultural popular originalmente nacional.
Sobre o samba, a importância
que o mesmo representa para a música popular brasileira,
enquanto identidade cultural, é inegável. Pensar em alguns gêneros da nossa
música brasileira na atualidade como Bossa Nova, Pagode, Samba Reggae, sem remeter ao Samba, é não
reconhecer a própria história.
O
samba é um gênero musical que deriva de um tipo de dança, de
raízes africanas, surgido no Brasil e considerado uma das principais
manifestações culturais populares brasileiras. Dentre suas características
originais, possui dança acompanhada por pequenas frases melódicas e refrãos de
criação anônima, alicerces do samba de roda nascido no Recôncavo Baiano. Apesar
de ser um gênero musical resultante das estruturas musicais européias e
africanas, foi com os símbolos da cultura negra brasileira que o samba se
alastrou pelo território nacional.
Embora, houvesse variadas
formas de samba no Brasil (não apenas na Bahia, como também no Maranhão, em
Minas Gerais, em Pernambuco e em São Paulo), sob a forma de diversos ritmos e
danças populares regionais que se originaram do batuque, o samba como gênero
musical é entendido como uma expressão musical urbana surgida no início do
século XX, na cidade do Rio de Janeiro, nas casas das chamadas "tias
baianas" — migrantes da Bahia —, quando o samba de roda, entrando em
contato com outros gêneros musicais populares entre os cariocas, como a polca,
o maxixe, o lundu e o xote, fez nascer um gênero de caráter totalmente
singular.
Um marco dentro da história
moderna e urbana do samba ocorreu em 1917, no próprio Rio de Janeiro, com a
gravação em disco de "Pelo Telefone", considerado o primeiro samba a
ser gravado no Brasil (segundo os registros da Biblioteca Nacional). O sucesso
alcançado pela canção contribuiu para a divulgação e popularização do samba
como gênero musical.
A partir de então, esse estilo
de samba urbano surgido no Rio, começou a ser propagado pelo país e, no ano de
1930, foi alçado da condição "local" à de símbolo da identidade
nacional brasileira. Inicialmente, foi um samba associado ao carnaval e
posteriormente adquirindo um lugar próprio no mercado musical. Surgiram muitos
compositores como Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Pixinguinha, Donga e
Sinhô, mas os sambas destes compositores eram amaxixados, conhecidos como
sambas-maxixe. Os contornos modernos desse samba urbano carioca viriam somente
no final da década de 1920, a partir de inovações em duas frentes: com um grupo
de compositores dos blocos carnavalescos dos bairros do Estácio de Sá e Osvaldo
Cruz e com compositores dos morros da cidade como em Mangueira, Salgueiro e São
Carlos. Não por acaso, identifica-se esse formato de samba como
"genuíno" ou "de raiz".
A medida que o samba no Rio de
Janeiro consolidava-se como uma expressão musical urbana e moderna, ele passou
a ser tocado em larga escala nas rádios, espalhando-se pelos morros cariocas e
bairros da zona sul do Rio de Janeiro. Inicialmente criminalizado e visto com
preconceito, por suas origens negras, o samba conquistaria o público de classe
média também.
O samba moderno urbano surgido
a partir do início do século XX, no Rio de Janeiro, tem ritmo basicamente 2/4 e
andamento variado, com aproveitamento consciente das possibilidades dos
estribilhos cantados ao som de palmas e ritmo batucado, e aos quais seriam
acrescentados uma ou mais partes, ou estâncias, de versos declamatórios.
Tradicionalmente, esse samba é tocado por instrumentos de corda (cavaquinho e
vários tipos de violão) e variados instrumentos de percussão, como o pandeiro,
o surdo e o tamborim. Com o passar dos anos, outros instrumentos foram sendo
assimilados, e se criaram novas vertentes oriundas dessa base urbano carioca de
samba, que ganharam denominações próprias, como o samba de breque, o
samba-canção, a bossa nova, o samba-rock, o pagode, entre outras. Em 2005, o
samba de roda se tornou um Patrimônio da Humanidade da Unesco.
Metodologia
Com o objetivo de
desenvolver uma abordagem acerca do gênero samba com muitas atividades
práticas, contextualizadas a teoria, o projeto será desenvolvido por meio de
oficinas ministradas em blocos na aula de Arte.
Em cada oficina serão
contempladas a prática do samba, através da execução musical, e atividades
teóricas onde os estudantes serão encorajados a analisar, refletir, discutir e
construir seu próprio conhecimento.
Nas atividades práticas
serão apresentadas diversas células rítmicas do samba que serão executadas
através da percussão corporal e de instrumentos musicais construídos a partir
de materiais recicláveis. Essas estratégias podem favorecer o conhecimento dos
educandos, partindo de ações que podem motivar e dar significado para o ensino musical.
Já nas atividades
teóricas, nomes
importantes da nossa música e uma revisita da história da nossa música, favorecerão
o entendimento discente da música popular brasileira, do que se produz nos dias
atuais e suas características, apontando para o samba como uma de suas raízes. Para
este entendimento, se faz necessário conduzir os estudantes a uma reflexão e
posterior discussão acerca da contribuição do Samba para a construção, não
somente musical, mas da identidade cultural brasileira.
Resultados Esperados
O Samba
apresenta-se como uma ferramenta didática diferenciada, que poderá possibilitar
os alunos a conhecerem, refletirem e praticarem esse gênero incorporando essas
manifestações afro-brasileira na sala de aula. A
expectativa desse projeto é de que o contingente de alunos contemplados
diversifique o seu conhecimento musical; conheça e reconheça de maneira mais
ampla a história de nossas raízes culturais Afro-brasileiras e Indígenas; bem
como seja incentivado a uma melhoria nas relações sociais na comunidade escolar
e nas práticas de convivência extraescolar agindo sem preconceitos e atitudes
racistas.
Para os bolsistas envolvidos
estima-se uma melhoria na capacidade de elaboração de projetos, de planejamento
de aulas, do trabalho em grupo, na tomada de decisões, no cumprimento dos
horários se mantendo assíduo nas atividades previstas. É esperado um aprimoramento
no seu comportamento em sala de aula, na forma de como mediar os assuntos
abordados, bem como na manutenção da harmonia em classe.
Referências Bibliográficas
BORGES,
E. M. F. A
Inclusão da História e da Cultura Afro-brasileira e Indígena nos Currículos da
Educação Básica.
In: Revista Mest. Hist., Vassouras,
v. 12, n. 1, p. 71-84, jan./jun., 2010
ESPINDULA,
Letícia da Silveira. Samba: a escola da
vida. UERJ. 2000.
FILHO, Juvino Alves dos Santos. Ensaio sobre o samba. In: Revista Repertório Teatro e Dança,
Salvador, Ano 11, n. 11, p. 43-46, 2008.
Subprojeto Musicando a Escola
COLÉGIO MODELO LUIS EDUARDO
MAGALHÃES
Bolsistas: Anailton Cordeiro, Djones, Gabriel, Stênio,
Junior, Joyce e Rosinalva
Supervisão: Sandra Sandes
Coordenação de Área: Simone Braga
Projeto
“O centenário do Samba”
Introdução
O samba é um movimento
cultural que, além de exaltar a cultura do nosso país, retrata as nossas
origens, os negros, pessoas de poder aquisitivo inferior, pessoas que estavam a
margem da sociedade e que conseguiram através da persistência e do amor a
música fortalecer o samba e trazê-lo até nós. Com isso, levar ao conhecimento
dos alunos é muito importante para que conheçam a nossa história musical,
valorizando a nossa cultura.
O
ensino do gênero musical samba na escola de ensino regular é de suma
importância, pois o samba é um gênero muito vasto em conteúdos, sejam musicais
e culturais. A aula de música tendo como seu conteúdo o samba, buscará permitir
aos estudantes a vivência com o gênero que perpassará desde a execução, a
história até a teoria musical contida nos diversos rítmos. Desta forma, os
objetivos a serem contemplados nos projeto serão: 1) abordar a origem do samba;
2) apresentar e estudar a biografia de compositores e músicos envolvidos no
gênero; 3) trabalhar com células rítmicas e suas vertentes que mudam de acordo
com a região do país; 4) contemplar o ensino da história e cultura africana e
afro-brasileira.
Fundamentação Teórica
Segundo
Santos Filho, Doutor em Música Pela Universidade Federal da Bahia, o samba
teria origens distintas, a exemplo do vocábulo samba, que "Consiste num
círculo formado pelos dançadores, indo para o meio um preto ou preta, que,
depois de executar vários passos, vai dar uma umbigada (a que chamam de semba)
na pessoa que escolhe entre as da roda, a qual vai para o meio do círculo
substituí-lo."
O conceito de samba acima citado, entre outros, é abordado por
Santos Filho em seu texto "Ensaio sobre o samba" que, além de relatar
diversas possibilidades de origem do referido termo, informa algumas de suas
variações, bem como a afirmação desse estilo musical enquanto manifestação
artística urbana.
Ainda segundo Santos Filho, a palavra samba poderia ter sido
originado a partir de dois termos africanos, Sam, que significa pague e Ba,
receba. O que se aproxima da forma como o samba de roda é praticado em
determinados locais.
Saindo da discussão do contexto do samba e
direcionado esse ritmo ao contexto escolar, há fatores relevantes a serem
abordados que extrapolariam a própria prática docente a exemplo do preconceito
que ainda prevalece em relação a ritmos de matriz africana, bem como a tipos de
música que a eles sejam relacionados.
Em nível de Brasil e se tratando de uma nação que teve extrema
influência cultural africana em sua formação, chega a ser estranho se falar
nesse tipo de preconceito, principalmente no espaço escolar, onde a pluralidade
cultural é ainda mais evidente. Contudo, é corriqueiro professores de Música ao
propor à turma o estudo, audição e execução de estilos musicais que se formaram
a partir da influência africana, ouvirem termos
usados de forma pejorativa sobre o referido estilo musical, a exemplo de
"macumba", feitiçaria e coisas do demônio. Então, como proceder?
Deixar de lado o estudo das músicas oriundas da cultura afro ou empurrar goela
abaixo o estilo musical na garganta dos alunos?
Nem uma coisa nem outra. Além do que está previsto na Lei de
Diretrizes e Bases da Educação (LDB), PCN e muitos projetos institucionais que
abordam a relevância e a obrigatoriedade de se trabalhar o tema nas escolas, é
relevante partir da sensibilização dos estudantes por parte dos docentes para a
apreciação e o conhecimento de sua própria cultura musical.
Nesse âmbito, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à
Docência (PIBID), por meio da oportunização de práticas docentes orientadas com
o objetivo de melhorar a qualidade de ensino da Educação Básica e visando
também a formação de professores, torna-se uma
oportunidade viável para a sensibilização dos discentes e da comunidade escolar
na importância de se conhecer como se deu a estrutura cultural da sociedade
brasileira. Logo, a música seria mais uma forma de se discutir, compreender e
vivenciar a pluralidade cultural nacional.
Além disso, há a possibilidade de tecer relação
entre o samba e outras artes. A primeira à vista é a Dança, já que em sua
origem o ato de sambar tece intrínseca relação com ela. Nessa perspectiva, no
contexto escolar podem ser sugeridas atividades como: produção de espetáculos,
produção de musicais, intervalo musical, apresentações teatrais, composição de
letras de música, o que abrangeria a Literatura.
Há também a possibilidade de ações como,
construção de instrumentos musicais alternativos que podem ser usados na
execução do samba, produção de telas que retratem práticas distintas do samba,
o que dialogaria
com as artes plásticas.
Enfim, há vasta gama de
possibilidades de se trabalhar com o tema. Formas lúdicas, interativas, multidisciplinares
e que facilitariam a "quebra" da resistência no que diz respeito às
expressões culturais de origem africana ou por ela influenciada. Essas ações
estariam para além da obrigatoriedade legal de se trabalhar temas de matriz
africana, dos benefícios de se conhecer uma parte da formação da música
nacional brasileira, logo, da identidade nacional.
A partir das atividades acima elencadas podem
ser trabalhados também conteúdos teóricos e práticos de Música, a saber:
execução de células rítmicas do samba, técnicas de construção de instrumentos
musicais alternativos, história da música baiana, composição, prática de
conjunto, famílias dos instrumentos musicais, bem como o exercício da
pluridisciplinaridade, que seria a união da arte musical com outras artes.
Metodologia
O
samba será desenvolvido através de conteúdos de diversas naturezas, ao
perpassar por aspectos históricos, culturais, teóricos e práticos, além de ser
abordado em uma perspectiva interdisciplinar, ao envolver outras linguagens
artísticas (Dança, Artes Visuais e Teatro).
No
tocante aos conteúdos, especificamente ao que se refere ao aspecto histórico, o
estudante aprenderá como se deu esse gênero. A partir daí terá acesso aos
aspectos culturais, que vai desde a suas origens à suas práticas nas diversas
regiões do Brasil. Já em relação aos conteúdos teóricos e práticos musicais,
eles conhecerão e vivenciarão o ritmo que é um dos elementos mais presentes do
samba. A vivência será a partir da percussão corporal, da percussão com copos e
da percussão com instrumentos construídos com materiais alternativos feitos por
eles.
Unir
corpo, copos e instrumentos, favorecerão abordar o gênero dialogando com outras
linguagens artísticas. O samba é um gênero musical em que pode ser contemplado
outras linguagens artísticas.
O Samba esta ligado
culturalmente a dança, sem os movimentos e passos dados de forma coreográfica,
a evolução seria apenas um sonho. O desenvolvimento artístico se deu a esses
pequenos lances, separados na época, de cultura brasileira levando em conta um
jeito único de se dançar, único esse apenas na sua essência, pois o quão
variável é os tipos de samba hoje.
A
dança faz parte do samba desde a sua origem e é um dos elementos essenciais do
samba, essa linguagem não pode deixar de ser vista pelos estudantes na aula,
pois também é rica em conteúdos musicais dentre eles o ritmo, a pulsação, o
tempo, etc.
O
diálogo entre a Música e as linguagens artísticas selecionadas se dará através
dos seguintes blocos de aulas:
Bloco de aulas I (Artes
Visuais)
- Apresentação do tema: Origem do Samba;
- Prática da célula rítmica do Samba (leitura);
- Construção de instrumentos com materiais alternativos (garrafa pet, latas, sementes, cabo de vassoura e etc...).
Bloco de aulas II (Música)
- Intensificar contexto histórico e teórico do gênero;
- Introdução de novos instrumentos convencionais;
- Prática com outras outras células do samba;
- Execução da composição juntamente com material confeccionado e a célula rítmica desenvolvida.
Bloco de aulas III (Teatro)
- Aprofundamento da vida de alguns compositores (Noel Rosa, Cartola, Pixinguinha);
- Interpretação temática de alguns desses personagens (fazer comparação com o Samba da atualidade).
Bloco de aulas IV (Dança)
- Samba de Roda;
- Samba de Criola;
- Samba Enredo (Passistas e Porta Bandeira);
- Samba de Gafieira.
No
decorrer das aulas, para a verificação da construção e apreensão do
conhecimento discente acerca do tema, serão desennvolvidas as seguintes
atividades:
1. Pesquisas sobre principais artistas
envolvidos com o tema; cantores e
compositores, histórico do samba no Brasil, tipos de instrumentos percussivos e
materiais utilizados;
2. Construção de cenário, cartazes e
paineis sobre a origem do samba, tipos
de instrumentos utilizados, principais cantores e compositotes, letras de
sambas antigos e atuais;
3. Construção de instrumentos musicais a partir de materiais
alternativos, com a finalidade de estimular a criatividade, a consciência
ambiental e social, para além da produção sonora. Os
instrumentos serão iniciados em sala de aula e finalizados em casa para que
sejam trazidos prontos na aula seguinte, obedecendo os seguintes critérios:
sonoridade, criatividade, estética e ergonomia;
4. Coreografias apresentadas por alguns alunos
durante a apresentação do samba regaae.
Após
o desenvolvimento destas aulas, a conclusão e a culminância do projeto será a
partir do desenvolvimento de um evento intitulado “Quintal do Samba”. Neste
evento, haverá a exposição do material visual produzido pelos estudantes a
exemplo dos instrumentos musicais alternativos
construídos e também cartazes produzidos sobre a biografia de sambistas
importantes do gênero. Além desta exposição, haverá a apresentação musical das
turmas envolvidas.
Resultados esperados
Espera-se que através do
projeto seja efetivada a articulação da Música
com outras artes, a valorização da música brasileira de raiz afro-brasileira e
africana, socializado as atividades propostas e ampliado o espaço da música no
contexto escolar.
Referências Bibliográficas
FILHO,
Juvino Alves dos Santos.
Ensaio sobre o samba. In: Revista Repertório Teatro e Dança, Salvador, Ano 11, n. 11, p.
43-46, 2008.
Subprojeto Musicando a Escola
Centro Integrado de Educação Municipal Pof.
Joselito Falcão de Amorim
Bolsistas: Adailton Neres, Eder Rios, Girleide
Pereira, Joedson Barbosa e Lucas Samuel
Supervisora: Thiara Oliveira da
Cruz
Coordenadora de Área: Simone Braga e Mônica Cajazeira Vasconcelos
Miniprojeto
100 Anos de Samba
Introdução
A
discussão a respeito da inclusão de conteúdos que contemplem a história e a
cultura afro-brasileira e indígena na educação básica ganham força através das
Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, onde se pretende reconhecer e valorizar a
identidade dessas culturas. Neste caso, torna-se obrigatório a inclusão destes
conteúdos nos curriculos da educação básica, objetivando tirar de centro a
visão cultural etnocêntrica, além de oportunizar a ampliação do currículo para
a diversidade cultural. Desta forma, com o objetivo de reconhecer e valorizar
estas culturas e contemplar a diversidade cultural presente nas manifestações
artísticas brasileiras, em 2016, ano do centenário do samba, será desenvolvido com
alunos do 6º ao 9º anos, do ensino fundamental II, o
projeto 100 Anos de Samba.
Fundamentação
O
artigo das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 dão condições de autonomia para que
as escolas possam elaborar projetos pedagógicos tendo como auxílio a comunidade
ao qual está inserida. Isso coloca a escola mais perto da realidade das
pessoas, e essa interação se torna um ponto crucial no processo de inclusão
desses conteúdos. Esse coteúdos, segundo as diretrizes, devem ser trabalhadas
no currículo dentro de disciplinas como Arte, Literatura e História, em
atividades curriculares ou não. As Leis buscam uma interdisciplinaridade entre
os diversos aspectos da cultura africana e indígena no Brasil.
Os
PCN,s, a partir de 1997, orientam sobre o que da memória cultural no Brasil, é
mais adequado para ser ensinado para os estudantes atuais. Isso refere, em termos de abrangência, a toda
comunidade escolar, incluindo professores, estudantes, além de afetar também os
produtores de materiais didáticos.
Selva
Fonseca, analisa sobre o papel da escola em relação aos saberes que são
trasmitidos a partir dos quetionamentos: o que da cultura e da memória deve ser
ensinado, o que é significativo, para quê? Por que? Outros autores como
Gaudênio Frigotto, Circe Bittencourt, contribuem sobre aspectos da
interdisciplinaridade, argumentando que é o princípio da diversidade,
contribuíndo para o diálogo entre as disciplinas, e que não deve haver
barreiras entre tais disciplinas e o professor precisa estar atento para isso.
Metodologia
O projeto
100 Anos de Samba terá relação com a diversidade cultural brasileira, uma vez
que trará para a sala de aula, questões dessa diversidade e a influência da
cultura africana na construção deste ritmo. Será oportunizado aos estudantes o
contato com a origem do samba, história dos percursores e da prática do samba
na atualidade em nosso país, além de fortalecer a identidade cultural, já que o
Brasil, no contexto musical, é reconhecido mundialmente pelo samba.
As atividades serão realizadas com as turmas de
6ºAno A na disciplina de Artes, onde inicialmente será realizado uma
apresentação de músicas pertencentes ao gênero e, a partir daí abordado, com o
auxílio de alguns vídeos, instrumentos
típicos do samba e as diversas vertentes do samba. Com os estudantes será
realizadas atividade de execução musical (vocal e instrumental) selecionando
algumas músicas do gênero, ensaiando com a turma e apresentando à comunidade
escolar por meio do intervalo musical.
Resultados esperados
Espera-se ampliar o gosto musical
dos discentes com a exposição de variações de samba e através do diálogo com
mesmos contextualizar as origens e importância do samba na nossa cultura. O
estudo do samba em sala enfatizará a valorização deste gênero para os discentes,
ao possibilitar que o samba se perpetue por gerações. Dessa
forma, dada a importância de se trabalhar aspectos da diversidade cultural nas
escolas, a música tem uma contribuição significativa, podendo ampliar os
conhecimentos sobre a história e sobre a memória de nossa cultura.
Referências Bibliográficas
BORGES,
E. M. F. A
Inclusão da História e da Cultura Afro-brasileira e Indígena nos Currículos da
Educação Básica.
In: Revista Mest. Hist., Vassouras,
v. 12, n. 1, p. 71-84, jan./jun., 2010
FILHO,
Juvino Alves dos Santos.
Ensaio sobre o samba. In: Revista Repertório Teatro e Dança, Salvador, Ano 11, n. 11, p.
43-46, 2008.









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