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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Alguns Projetos Pedagógicos desenvolvidos no primeiro semestre de 2016 nas escolas parceiras

No primeiro semestre de 2016, em comemoração ao centenário do Samba, as escolas parceiras desenvolveram projetos em torno da temática, conforme registros a seguir:


Subprojeto Musicando a Escola


Centro Integrado de Educação Assis Chateaubriand
Bolsistas: Eliabe, Julia, Gilmar, Thiago, Marcel, Nilson e Haryany
Supervisão: Eliade Ramos
Coordenação de Área: Simone Braga


Projeto Conhecendo e Experimentando o Samba através dos tempos


Introdução

Afinal, por que trabalhar com a temática Samba na aula de música na escola? Quais as contribuições para os estudantes envolvidos? É inegável a necessidade de apresentar conteúdos no ensino de música na escola que valorizem devidamente a história e a cultura dos povos africanos - que foram raptados de seu continente para formar a base trabalhadora do nosso país - e dos povos autóctones - que aqui foram dizimados pelos invasores europeus e suas tantas doenças (como a gripe e a ganância).
Estes colonizadores investiram séculos na dominação não somente física, dessa mão de obra e de seu espaço geográfico (a África, assim como as Américas, também foi colonizada), mas também dominação intelectual destes indivíduos passando pela educação formal e religiosa, que forçam um apagamento das memórias, tradições e culturas destes povos.
Deste modo, se tornam imprescindíveis ações para que se repare os tantos danos iniciados com o processo de colonização e escravidão, no início do século XVI e que tem sido perpetuados por cinco séculos, chegando a atingir a atualidade através da visível desigualdade social. Este reparo há que passar pela educação formal, com o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.
Este ensino não é importante apenas para a população que descende destes povos (45% dos brasileiros se declaram afrodescendentes, segundo dados do IBGE), mas para toda a população, que precisa ser educada enquanto cidadãos e cidadãs atuantes na sociedade multicultural e pluriétnica brasileira, para que se construa de fato uma sociedade democrática. Desta forma, por estas razões, no primeiro  semestre de 2016, será trabalhada nas aulas de Arte, no conteúdo música, o projeto intitulado “Conhecendo e Experimentando o Samba, através dos tempos” para que em um só momento possa contempladar a História e a Cultura Afro-Brasileira e a comemoração dos 100 anos do samba.
Os objetivos do projeto são estudar o mundo musical negro e sua cultura, a fim de suscitar nos alunos o entendimento do gênero musical Samba, não apenas como entretenimento musical, mas também como ferramenta de formação de identidade sócio-cultural.

Fundamentação Teórica

Estudar o mundo musical negro e popular poderá ser um bom caminho para se estudar a política de setores pouco visíveis no mundo da política formal. Segundo Paul Gilroy, citado por Luciana Leonardo da Silva (2011), a trajetória do movimento negro perpassou o campo musical. O compartilhamento de experiências desde o período escravista fez com que a música se tornasse um elemento fundamental da cultura política negra. Esta se tornou uma representação direta da vontade dos povos historicamente oprimidos.
Parece então óbvio concluir que o ensino de músicas de origem nacional negra nas escolas, como o gênero samba, é um importante mecanismo para uma transformação social, que perpassa pela transformação de indivíduos. O contato com essa cultura é capaz de levantar questões e debates sobre a posição histórica do povo negro, trazendo criticidade sobre a cultura imposta, padrões sociais comportamentais e promovendo o emponderamento negro através desta consciência histórica, construída através de uma educação ampla e debates.
Educação esta que deve estar pautada nas leis educacionais 10.639/2003 e 11.645/2008. A primeira trata da obrigatoriedade da inclusão da História e Cultura afro-brasileira e africana nos currículos da educação básica. Já a segunda, amplia a Lei anterior, destacando a necessidade de apresentar também a História e a Cultura indígena. Em 1997, além dessas leis, o lançamento dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) também reforça a necessidade pedagógica de dar ênfase a nossa cultura e memória, ao apresentar às novas gerações de estudantes brasileiros a diversidade cultural brasileira, propondo um ensino multicultural.
Sobre a História e a Cultura afro-brasileira e africana, inserida nesta diversidade, em algumas situações, poderão tornar mais fácil atrair uma turma de uma escola pública (com quarenta alunos) a estudar compositores como Bezerra da Silva - que foi a voz do morro - do que compositores como Beethoven - um gênio inglês. Desta forma, pelas razões já expostas, estudar o samba poderá favorecer a contemplar questões de representatividade e identidade cultural, ao fazer diferença na formação da personalidade, da visão de si mesmo e do pensamento político dos estudantes enquanto cidadão brasileiro, conforme destaca Espíndula (2000, p. 5):

Se uma das funções da escola é preparar as crianças para conviver em sociedade, deveria ela conhecer e valorizar o cotidiano ao qual as crianças pertencem, assim, tanto o  sistema educacional sairia ganhando, pois em riqueceria seu currículo e tornaria mais  interessante o processo de ensino-aprendizagem, quanto o samba, pois teria garantido a sua sobrevivência e resgataria seu valor como manifestação cultural popular originalmente  nacional.

Sobre o samba, a importância que o mesmo representa para a música popular brasileira, enquanto identidade cultural, é inegável. Pensar em alguns gêneros da nossa música brasileira na atualidade como Bossa Nova, Pagode, Samba Reggae, sem remeter ao Samba, é não reconhecer a própria história.
O samba é um gênero musical que deriva de um tipo de dança, de raízes africanas, surgido no Brasil e considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras. Dentre suas características originais, possui dança acompanhada por pequenas frases melódicas e refrãos de criação anônima, alicerces do samba de roda nascido no Recôncavo Baiano. Apesar de ser um gênero musical resultante das estruturas musicais européias e africanas, foi com os símbolos da cultura negra brasileira que o samba se alastrou pelo território nacional.
Embora, houvesse variadas formas de samba no Brasil (não apenas na Bahia, como também no Maranhão, em Minas Gerais, em Pernambuco e em São Paulo), sob a forma de diversos ritmos e danças populares regionais que se originaram do batuque, o samba como gênero musical é entendido como uma expressão musical urbana surgida no início do século XX, na cidade do Rio de Janeiro, nas casas das chamadas "tias baianas" — migrantes da Bahia —, quando o samba de roda, entrando em contato com outros gêneros musicais populares entre os cariocas, como a polca, o maxixe, o lundu e o xote, fez nascer um gênero de caráter totalmente singular.
Um marco dentro da história moderna e urbana do samba ocorreu em 1917, no próprio Rio de Janeiro, com a gravação em disco de "Pelo Telefone", considerado o primeiro samba a ser gravado no Brasil (segundo os registros da Biblioteca Nacional). O sucesso alcançado pela canção contribuiu para a divulgação e popularização do samba como gênero musical.
A partir de então, esse estilo de samba urbano surgido no Rio, começou a ser propagado pelo país e, no ano de 1930, foi alçado da condição "local" à de símbolo da identidade nacional brasileira. Inicialmente, foi um samba associado ao carnaval e posteriormente adquirindo um lugar próprio no mercado musical. Surgiram muitos compositores como Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Pixinguinha, Donga e Sinhô, mas os sambas destes compositores eram amaxixados, conhecidos como sambas-maxixe. Os contornos modernos desse samba urbano carioca viriam somente no final da década de 1920, a partir de inovações em duas frentes: com um grupo de compositores dos blocos carnavalescos dos bairros do Estácio de Sá e Osvaldo Cruz e com compositores dos morros da cidade como em Mangueira, Salgueiro e São Carlos. Não por acaso, identifica-se esse formato de samba como "genuíno" ou "de raiz".
A medida que o samba no Rio de Janeiro consolidava-se como uma expressão musical urbana e moderna, ele passou a ser tocado em larga escala nas rádios, espalhando-se pelos morros cariocas e bairros da zona sul do Rio de Janeiro. Inicialmente criminalizado e visto com preconceito, por suas origens negras, o samba conquistaria o público de classe média também.
O samba moderno urbano surgido a partir do início do século XX, no Rio de Janeiro, tem ritmo basicamente 2/4 e andamento variado, com aproveitamento consciente das possibilidades dos estribilhos cantados ao som de palmas e ritmo batucado, e aos quais seriam acrescentados uma ou mais partes, ou estâncias, de versos declamatórios. Tradicionalmente, esse samba é tocado por instrumentos de corda (cavaquinho e vários tipos de violão) e variados instrumentos de percussão, como o pandeiro, o surdo e o tamborim. Com o passar dos anos, outros instrumentos foram sendo assimilados, e se criaram novas vertentes oriundas dessa base urbano carioca de samba, que ganharam denominações próprias, como o samba de breque, o samba-canção, a bossa nova, o samba-rock, o pagode, entre outras. Em 2005, o samba de roda se tornou um Patrimônio da Humanidade da Unesco.

Metodologia

Com o objetivo de desenvolver uma abordagem acerca do gênero samba com muitas atividades práticas, contextualizadas a teoria, o projeto será desenvolvido por meio de oficinas ministradas em blocos na aula de Arte.
Em cada oficina serão contempladas a prática do samba, através da execução musical, e atividades teóricas onde os estudantes serão encorajados a analisar, refletir, discutir e construir seu próprio conhecimento.
Nas atividades práticas serão apresentadas diversas células rítmicas do samba que serão executadas através da percussão corporal e de instrumentos musicais construídos a partir de materiais recicláveis. Essas estratégias podem favorecer o conhecimento dos educandos, partindo de ações que podem motivar  e dar significado para o ensino musical.
Já nas atividades teóricas, nomes importantes da nossa música e uma revisita da história da nossa música, favorecerão o entendimento discente da música popular brasileira, do que se produz nos dias atuais e suas características, apontando para o samba como uma de suas raízes. Para este entendimento, se faz necessário conduzir os estudantes a uma reflexão e posterior discussão acerca da contribuição do Samba para a construção, não somente musical, mas da identidade cultural brasileira.

Resultados Esperados

O Samba apresenta-se como uma ferramenta didática diferenciada, que poderá possibilitar os alunos a conhecerem, refletirem e praticarem esse gênero incorporando essas manifestações afro-brasileira na sala de aula.  A expectativa desse projeto é de que o contingente de alunos contemplados diversifique o seu conhecimento musical; conheça e reconheça de maneira mais ampla a história de nossas raízes culturais Afro-brasileiras e Indígenas; bem como seja incentivado a uma melhoria nas relações sociais na comunidade escolar e nas práticas de convivência extraescolar agindo sem preconceitos e atitudes racistas.
Para os bolsistas envolvidos estima-se uma melhoria na capacidade de elaboração de projetos, de planejamento de aulas, do trabalho em grupo, na tomada de decisões, no cumprimento dos horários se mantendo assíduo nas atividades previstas. É esperado um aprimoramento no seu comportamento em sala de aula, na forma de como mediar os assuntos abordados, bem como na manutenção da harmonia em classe.

Referências Bibliográficas

BORGES, E. M. F. A Inclusão da História e da Cultura Afro-brasileira e Indígena nos Currículos da Educação Básica. In: Revista Mest. Hist., Vassouras, v. 12, n. 1, p. 71-84, jan./jun., 2010

ESPINDULA, Letícia da Silveira. Samba: a escola da vida. UERJ. 2000.

FILHO, Juvino Alves dos Santos. Ensaio sobre o samba. In: Revista Repertório Teatro e Dança, Salvador, Ano 11, n. 11, p. 43-46, 2008.



Subprojeto Musicando a Escola

COLÉGIO MODELO LUIS EDUARDO MAGALHÃES
Bolsistas: Anailton Cordeiro, Djones, Gabriel, Stênio, Junior, Joyce e Rosinalva
Supervisão: Sandra Sandes
Coordenação de Área: Simone Braga


Projeto “O centenário do Samba”

Introdução

O samba é um movimento cultural que, além de exaltar a cultura do nosso país, retrata as nossas origens, os negros, pessoas de poder aquisitivo inferior, pessoas que estavam a margem da sociedade e que conseguiram através da persistência e do amor a música fortalecer o samba e trazê-lo até nós. Com isso, levar ao conhecimento dos alunos é muito importante para que conheçam a nossa história musical, valorizando a nossa cultura.
O ensino do gênero musical samba na escola de ensino regular é de suma importância, pois o samba é um gênero muito vasto em conteúdos, sejam musicais e culturais. A aula de música tendo como seu conteúdo o samba, buscará permitir aos estudantes a vivência com o gênero que perpassará desde a execução, a história até a teoria musical contida nos diversos rítmos. Desta forma, os objetivos a serem contemplados nos projeto serão: 1) abordar a origem do samba; 2) apresentar e estudar a biografia de compositores e músicos envolvidos no gênero; 3) trabalhar com células rítmicas e suas vertentes que mudam de acordo com a região do país; 4) contemplar o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira.

Fundamentação Teórica

Segundo Santos Filho, Doutor em Música Pela Universidade Federal da Bahia, o samba teria origens distintas, a exemplo do vocábulo samba, que "Consiste num círculo formado pelos dançadores, indo para o meio um preto ou preta, que, depois de executar vários passos, vai dar uma umbigada (a que chamam de semba) na pessoa que escolhe entre as da roda, a qual vai para o meio do círculo substituí-lo."
O conceito de samba acima citado, entre outros, é abordado por Santos Filho em seu texto "Ensaio sobre o samba" que, além de relatar diversas possibilidades de origem do referido termo, informa algumas de suas variações, bem como a afirmação desse estilo musical enquanto manifestação artística urbana.
Ainda segundo Santos Filho, a palavra samba poderia ter sido originado a partir de dois termos africanos, Sam, que significa pague e Ba, receba. O que se aproxima da forma como o samba de roda é praticado em determinados locais.
Saindo da discussão do contexto do samba e direcionado esse ritmo ao contexto escolar, há fatores relevantes a serem abordados que extrapolariam a própria prática docente a exemplo do preconceito que ainda prevalece em relação a ritmos de matriz africana, bem como a tipos de música que a eles sejam relacionados.
Em nível de Brasil e se tratando de uma nação que teve extrema influência cultural africana em sua formação, chega a ser estranho se falar nesse tipo de preconceito, principalmente no espaço escolar, onde a pluralidade cultural é ainda mais evidente. Contudo, é corriqueiro professores de Música ao propor à turma o estudo, audição e execução de estilos musicais que se formaram a partir da influência africana, ouvirem termos usados de forma pejorativa sobre o referido estilo musical, a exemplo de "macumba", feitiçaria e coisas do demônio. Então, como proceder? Deixar de lado o estudo das músicas oriundas da cultura afro ou empurrar goela abaixo o estilo musical na garganta dos alunos?
Nem uma coisa nem outra. Além do que está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), PCN e muitos projetos institucionais que abordam a relevância e a obrigatoriedade de se trabalhar o tema nas escolas, é relevante partir da sensibilização dos estudantes por parte dos docentes para a apreciação e o conhecimento de sua própria cultura musical.
Nesse âmbito, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), por meio da oportunização de práticas docentes orientadas com o objetivo de melhorar a qualidade de ensino da Educação Básica e visando também a formação de professores, torna-se uma oportunidade viável para a sensibilização dos discentes e da comunidade escolar na importância de se conhecer como se deu a estrutura cultural da sociedade brasileira. Logo, a música seria mais uma forma de se discutir, compreender e vivenciar a pluralidade cultural nacional.
Além disso, há a possibilidade de tecer relação entre o samba e outras artes. A primeira à vista é a Dança, já que em sua origem o ato de sambar tece intrínseca relação com ela. Nessa perspectiva, no contexto escolar podem ser sugeridas atividades como: produção de espetáculos, produção de musicais, intervalo musical, apresentações teatrais, composição de letras de música, o que abrangeria a Literatura.
Há também a possibilidade de ações como, construção de instrumentos musicais alternativos que podem ser usados na execução do samba, produção de telas que retratem práticas distintas do samba, o que dialogaria com as artes plásticas.
 Enfim, há vasta gama de possibilidades de se trabalhar com o tema. Formas lúdicas, interativas, multidisciplinares e que facilitariam a "quebra" da resistência no que diz respeito às expressões culturais de origem africana ou por ela influenciada. Essas ações estariam para além da obrigatoriedade legal de se trabalhar temas de matriz africana, dos benefícios de se conhecer uma parte da formação da música nacional brasileira, logo, da identidade nacional.
 A partir das atividades acima elencadas podem ser trabalhados também conteúdos teóricos e práticos de Música, a saber: execução de células rítmicas do samba, técnicas de construção de instrumentos musicais alternativos, história da música baiana, composição, prática de conjunto, famílias dos instrumentos musicais, bem como o exercício da pluridisciplinaridade, que seria a união da arte musical com outras artes.

Metodologia

O samba será desenvolvido através de conteúdos de diversas naturezas, ao perpassar por aspectos históricos, culturais, teóricos e práticos, além de ser abordado em uma perspectiva interdisciplinar, ao envolver outras linguagens artísticas (Dança, Artes Visuais e Teatro).
No tocante aos conteúdos, especificamente ao que se refere ao aspecto histórico, o estudante aprenderá como se deu esse gênero. A partir daí terá acesso aos aspectos culturais, que vai desde a suas origens à suas práticas nas diversas regiões do Brasil. Já em relação aos conteúdos teóricos e práticos musicais, eles conhecerão e vivenciarão o ritmo que é um dos elementos mais presentes do samba. A vivência será a partir da percussão corporal, da percussão com copos e da percussão com instrumentos construídos com materiais alternativos feitos por eles.
Unir corpo, copos e instrumentos, favorecerão abordar o gênero dialogando com outras linguagens artísticas. O samba é um gênero musical em que pode ser contemplado outras linguagens artísticas.
O Samba esta ligado culturalmente a dança, sem os movimentos e passos dados de forma coreográfica, a evolução seria apenas um sonho. O desenvolvimento artístico se deu a esses pequenos lances, separados na época, de cultura brasileira levando em conta um jeito único de se dançar, único esse apenas na sua essência, pois o quão variável é os tipos de samba hoje.
A dança faz parte do samba desde a sua origem e é um dos elementos essenciais do samba, essa linguagem não pode deixar de ser vista pelos estudantes na aula, pois também é rica em conteúdos musicais dentre eles o ritmo, a pulsação, o tempo, etc.
O diálogo entre a Música e as linguagens artísticas selecionadas se dará através dos seguintes blocos de aulas:

Bloco de aulas I (Artes Visuais)

  • Apresentação do tema: Origem do Samba;
  • Prática da célula rítmica do Samba (leitura);
  • Construção de instrumentos com materiais alternativos (garrafa pet, latas, sementes, cabo de vassoura e etc...).
 Bloco de aulas II (Música)                    
  •  Intensificar contexto histórico e teórico do gênero;
  •  Introdução de novos instrumentos convencionais;
  •  Prática com outras outras células do samba; 
  • Execução da composição juntamente com material confeccionado e a célula rítmica desenvolvida.
      Bloco de aulas III (Teatro)
  •  Aprofundamento da vida de alguns compositores (Noel Rosa, Cartola, Pixinguinha);
  •  Interpretação temática de alguns desses personagens (fazer comparação com o Samba da atualidade).
Bloco de aulas IV (Dança)

  •  Samba de Roda;
  •  Samba de Criola;
  •  Samba Enredo (Passistas e Porta Bandeira);
  • Samba de Gafieira.

No decorrer das aulas, para a verificação da construção e apreensão do conhecimento discente acerca do tema, serão desennvolvidas as seguintes atividades: 

1. Pesquisas sobre principais artistas envolvidos com o tema;  cantores e compositores, histórico do samba no Brasil, tipos de instrumentos percussivos e materiais  utilizados;
2. Construção de cenário, cartazes e paineis sobre a origem do samba,  tipos de instrumentos utilizados, principais cantores e compositotes, letras de sambas antigos e atuais;
3. Construção de instrumentos musicais a partir de materiais  alternativos, com a finalidade de estimular a criatividade, a consciência ambiental e social, para além da produção sonora.  Os instrumentos serão iniciados em sala de aula e finalizados em casa para que sejam trazidos prontos na aula seguinte, obedecendo os seguintes critérios: sonoridade, criatividade,  estética e  ergonomia;
4. Coreografias apresentadas por alguns alunos durante a apresentação do samba regaae.

Após o desenvolvimento destas aulas, a conclusão e a culminância do projeto será a partir do desenvolvimento de um evento intitulado “Quintal do Samba”. Neste evento, haverá a exposição do material visual produzido pelos estudantes a exemplo dos  instrumentos musicais alternativos construídos e também cartazes produzidos sobre a biografia de sambistas importantes do gênero. Além desta exposição, haverá a apresentação musical das turmas envolvidas.

Resultados esperados

Espera-se que através do projeto seja efetivada a articulação da Música com outras artes, a valorização da música brasileira de raiz afro-brasileira e africana, socializado as atividades propostas e ampliado o espaço da música no contexto escolar.

Referências Bibliográficas

FILHO, Juvino Alves dos Santos. Ensaio sobre o samba. In: Revista Repertório Teatro e Dança, Salvador, Ano 11, n. 11, p. 43-46, 2008.




Subprojeto Musicando a Escola


Centro Integrado de Educação Municipal Pof. Joselito Falcão de Amorim
Bolsistas: Adailton Neres, Eder Rios, Girleide Pereira, Joedson Barbosa e Lucas Samuel
Supervisora: Thiara Oliveira da Cruz
Coordenadora de Área: Simone Braga e Mônica Cajazeira Vasconcelos

Miniprojeto 100 Anos de Samba


Introdução

A discussão a respeito da inclusão de conteúdos que contemplem a história e a cultura afro-brasileira e indígena na educação básica ganham força através das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, onde se pretende reconhecer e valorizar a identidade dessas culturas. Neste caso, torna-se obrigatório a inclusão destes conteúdos nos curriculos da educação básica, objetivando tirar de centro a visão cultural etnocêntrica, além de oportunizar a ampliação do currículo para a diversidade cultural. Desta forma, com o objetivo de reconhecer e valorizar estas culturas e contemplar a diversidade cultural presente nas manifestações artísticas brasileiras, em 2016, ano do centenário do samba, será desenvolvido com alunos do 6º ao 9º anos, do ensino fundamental II, o projeto 100 Anos de Samba.

Fundamentação

O artigo das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 dão condições de autonomia para que as escolas possam elaborar projetos pedagógicos tendo como auxílio a comunidade ao qual está inserida. Isso coloca a escola mais perto da realidade das pessoas, e essa interação se torna um ponto crucial no processo de inclusão desses conteúdos. Esse coteúdos, segundo as diretrizes, devem ser trabalhadas no currículo dentro de disciplinas como Arte, Literatura e História, em atividades curriculares ou não. As Leis buscam uma interdisciplinaridade entre os diversos aspectos da cultura africana e indígena no Brasil.
Os PCN,s, a partir de 1997, orientam sobre o que da memória cultural no Brasil, é mais adequado para ser ensinado para os estudantes atuais.  Isso refere, em termos de abrangência, a toda comunidade escolar, incluindo professores, estudantes, além de afetar também os produtores de materiais didáticos.
Selva Fonseca, analisa sobre o papel da escola em relação aos saberes que são trasmitidos a partir dos quetionamentos: o que da cultura e da memória deve ser ensinado, o que é significativo, para quê? Por que? Outros autores como Gaudênio Frigotto, Circe Bittencourt, contribuem sobre aspectos da interdisciplinaridade, argumentando que é o princípio da diversidade, contribuíndo para o diálogo entre as disciplinas, e que não deve haver barreiras entre tais disciplinas e o professor precisa estar atento para isso.

Metodologia

O projeto 100 Anos de Samba terá relação com a diversidade cultural brasileira, uma vez que trará para a sala de aula, questões dessa diversidade e a influência da cultura africana na construção deste ritmo. Será oportunizado aos estudantes o contato com a origem do samba, história dos percursores e da prática do samba na atualidade em nosso país, além de fortalecer a identidade cultural, já que o Brasil, no contexto musical, é reconhecido mundialmente pelo samba.
As atividades serão realizadas com as turmas de 6ºAno A na disciplina de Artes, onde inicialmente será realizado uma apresentação de músicas pertencentes ao gênero e, a partir daí abordado, com o auxílio de alguns vídeos,  instrumentos típicos do samba e as diversas vertentes do samba. Com os estudantes será realizadas atividade de execução musical (vocal e instrumental) selecionando algumas músicas do gênero, ensaiando com a turma e apresentando à comunidade escolar por meio do intervalo musical.

Resultados esperados

Espera-se ampliar o gosto musical dos discentes com a exposição de variações de samba e através do diálogo com mesmos contextualizar as origens e importância do samba na nossa cultura. O estudo do samba em sala enfatizará a valorização deste gênero para os discentes, ao possibilitar que o samba se perpetue por gerações. Dessa forma, dada a importância de se trabalhar aspectos da diversidade cultural nas escolas, a música tem uma contribuição significativa, podendo ampliar os conhecimentos sobre a história e sobre a memória de nossa cultura.

Referências Bibliográficas

BORGES, E. M. F. A Inclusão da História e da Cultura Afro-brasileira e Indígena nos Currículos da Educação Básica. In: Revista Mest. Hist., Vassouras, v. 12, n. 1, p. 71-84, jan./jun., 2010

FILHO, Juvino Alves dos Santos. Ensaio sobre o samba. In: Revista Repertório Teatro e Dança, Salvador, Ano 11, n. 11, p. 43-46, 2008.

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